Laserterapia e Fotobiomodulação em Odontologia
2026/2 - Turma 1605
Ementa
Vivência na aplicação clínica das interações de luz com os tecidos biológicos, nas diversas áreas da Odontologia, de maneira a assegurar a prática profissional de forma ampla e segura, respeitando o limite de atuação do campo profissional.
Competências
Vivência na aplicação clínica das interações de luz com os tecidos biológicos, nas diversas áreas da Odontologia, de maneira a assegurar a prática profissional de forma ampla e segura, respeitando o limite de atuação do campo profissional.
Cumprir investigações básicas e procedimentos clínicos relacionados á laserterapia
Propor e executar planos de tratamento adequados
Elaborar e executar planos de tratamento, garantindo a integralidade da assistência
Objetivos
DA DISCIPLINA
GERAL: Esclarecer os conceitos físicos e biológicos do laser atuando como terapia coadjuvante a fim de permitir ao aluno uma prática clínica eficaz e resolutiva, amparado por um referencial teórico e prático prévio.
Programa
Lasers na Odontologia; Tipos de laser e suas indicações
Fundamentos de física, características da luz laser; interação com os tecidos
Mecanismos de ação dos lasers de baixa potência e seus efeito e protocolos clínicos
Dosimetria para os lasers de baixa potência; normas e segurança no uso dos lasers de baixa potencia
Diferença entre lasers e Leds
Aplicações clínicas dos lasers de baixa potencia e terapia fotodinâmica antimicrobiana nas diferentes especialidades.
Uso do laser de baixa potência na Técnica Ilib (laser sistêmico)
Metodologia
A organização metodológica explicita um conjunto intencionalidades e estratégias pedagógicas diferenciadas onde a sala de aula passa a ser um espaço privilegiado de discussões, marcado pela interação entre os seus protagonistas, professor e alunos. Pressupõe acolher a investigação como princípio pedagógico norteador, a dúvida como mote fomentador para a construção de uma aprendizagem significativa e transformadora e a mutualidade como princípio fundante deste processo.
Nesse ambiente educativo interativo, o docente tem o seu papel ressignificado como mediador, problematizador e pesquisador no sentido de gerar situações pedagógicas que possam estimular e provocar o aluno a se sentir sujeito e construtor de suas aprendizagens e de sua própria formação. O sujeito aprendente se reconhece no protagonismo do processo e se envolve no momento em que tece a crítica sobre a realidade e quando dá sentido aos conhecimentos prévios construídos e vivenciados nas práticas sociais. Aprender, portanto, é um processo reconstrutivo que permite o estabelecimento de diferentes tipos de relações, ressignificações e reconstruções com vistas a sua aplicabilidade transformadora em situações diversas.
Estas assertivas remetem à importância da seleção de estratégias de aprendizagem ativas pela relevância que atribuem ao processo de protagonismo de autogestão, de reflexão e de criticidade do acadêmico em formação.
Assim sendo, as estratégias metodológicas estão voltadas para a consecução dos objetivos pedagógicos definidos para a inovação e eficácia do processo de ensino e de aprendizagem. Visando à qualificação das práticas pedagógicas, poderão ser realizadas diversificadas estratégias ativas de aprendizagem em acordo com as intencionalidades acadêmicas, a saber: resolução de problemas, estudos de casos reais e/ou simulados, projetos de trabalho, exposição dialogada, portfólios/webfólios, visitas técnicas e pesquisas de campo, grupos de aprendizagem, seminários integradores, dinâmicas de grupo, mapas conceituais, ensaios argumentativos, estudos de textos e ensaios, narrativas, perguntas pedagógicas, júri simulado, Grupo de Verbalização e Grupo de Observação, maquetes, consultorias, cinefórum, pôsteres, diário de aula, gincanas, jogos, painéis, simulação de atuação profissional, debates, entrevistas, blogs, Tempestade Mental ou Chuva de Ideias (Brainstorming), Dramatização (Rôle Playing), dentre outras.
Cada encontro presencial passa a ser formado por um momento inicial de Aporte Teórico-metodológico de Competências (ATC) e o momento final de Trabalho Discente Efetivo (TDE), nas disciplinas categorizadas como: Teóricas (1.1), Teóricas Profissionalizantes (1.2), Teórico-práticas (2.1 / 2.2 / 2.3 / 2.5), Teórico-práticas em pacientes (3.1 / 3.2 / 3.3), Trabalho de Conclusão de Curso/Orientação Coletiva (6.1) e Curricularização da Extensão/Orientação de Campo (7.3).
Em articulação com o desenvolvimento do Aporte Teórico-metodológico de Competências (ATC), o Trabalho Discente Efetivo (TDE) qualifica o processo de aprendizagem na Educação Superior, pois o aluno, enquanto autogestor da sua aprendizagem, vivência e valoriza os princípios de Necessidade de Saber (Compreender as razões da capacitação/Ter clareza de que precisa aprender); Autoconceito (Autonomia e autodireção da busca do conhecimento/Identificação de lacunas e busca pela solução, de forma independente); Experiências (As vivências como repositório de significados prévios e como modelo mental para enxergar e lidar com o mundo/ Potencialização da aprendizagem por a diversidade de experiências, bem conduzida, enriquece as discussões); Prontidão para aprender (Aprender para enfrentar situações relacionadas à vida/Vontade para compreender a realidade e, consequentemente, cumprir tarefas para o desenvolvimento e/ou transformação); Orientação para aprendizagem (Valorizar a aprendizagem para que essa seja capaz de resolver problemas de seu dia a dia/Aprendizagem de forma contextualizada, baseada em problemas, superação de desafios e abordagens práticas); Motivação para aprender (Consolidar satisfatoriamente competências que levem ao reconhecimento obtido e à autorrealização).
O Trabalho Discente Efetivo do curso de odontologia é organizado considerando a aprendizagem por competências, o uso da plataforma Aula e as ferramentas do Google for Education, as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação e a legislação educacional vigente, sendo registro no Plano de Aprendizagem de cada componente curricular no qual está incluído.
Avaliação
O CEULP/ULBRA, ao fomentar práticas pedagógicas que otimizam o protagonismo e a autonomia acadêmica, compreende a avaliação como componente indissociável do processo ensino e aprendizagem ativo, dinâmico, processual e formativo. Nesta perspectiva, a avaliação é um processo de reflexão e de diálogo entre os envolvidos, assumindo um caráter interativo no qual as relações interpessoais e os projetos coletivos demarcam espaços de aprendizagem.
A avaliação da aprendizagem, portanto, consiste na mediação pedagógica que visa à formação integral do aluno através de um processo emancipatório que identifica o professor como um dinamizador da aprendizagem e o aluno como um autogestor, partícipe do seu processo de construção do conhecimento.
As atividades propostas evidenciam o desenvolvimento de competências e estão estratificadas em três Blocos de Estudos (Bloco de Desenvolvimento 1, Bloco de Desenvolvimento 2 e Bloco de Sistematização), distribuídos ao longo do período (semestre), a partir de dois modelos de estrutura de avaliação de acordo com a categorização das unidades curriculares (disciplinas), conforme previsto na Resolução de CONSUN nº 50, de dezembro de 2016.
O componente curricular da disciplina teórico prática em paciente o correspondente à categoria 3.2.
A dinâmica da proposta de estruturação da avaliação da aprendizagem se dará na intenção de acompanhamento da aquisição de um conjunto de significações teórico-práticas progressivas trabalhadas no período (semestre), evidenciado no desenvolvimento das competências e estratificado nos Blocos de Desenvolvimento 1 e 2 e cada um está atrelado a uma Atividade Avaliativa Parcial (AP). Esta atividade visa ao acompanhamento do desempenho da construção progressiva da aprendizagem e ocorre ao longo do período (semestre).
O Bloco de Sistematização terá direcionamento específico na procura da produção de um produto (Bibliográfico ou Técnico) e representa a verificação das competências construídas. Esta produção acadêmica totalizará 10 (dez) pontos do semestre.
A Pontuação do Semestre (PS), que representa a expressão dos resultados da avaliação da aprendizagem, dar-se-á na soma da pontuação obtida nas Atividades Parciais (AP) com os pontos obtidos na Atividade Semestral (AS). A Pontuação do Semestre (PS) tem valor máximo de 10 (dez) pontos e, para obter aprovação, o aluno deverá obter, no mínimo, 6 (seis) pontos.
A Pontuação Final (PF) será condizente com o valor obtido na Pontuação do Semestre (PS).
As avaliações seguirão o seguinte critério:
1. AVALIAÇÃO:
Avaliação AP1: será a avaliação da aprendizagem diária das habilidades e competências no atendimento de pacientes. Corresponderá a 1,5 da pontuação total da AP1.
2. AVALIAÇÃO:
Avaliação teórica AP2: Esta avaliação é uma prova escrita com questões objetivas e/ou dissertativas relacionadas aos conteúdos assimilados durante o decorrer das aulas até o momento de sua aplicação, em resolução de casos clínicos. Esta avaliação corresponderá a 2,5 da pontuação total da AP2 final.
3. AVALIAÇÃO
Avaliação AS: Esta avaliação será média dos atendimentos clínicos no total de 4 pontos e a apresentação dos casos clínicos atendidos ao longo do semestre, no total de 2 pontos.
Na prática diária o aluno será avaliado recebendo uma nota de 0 a 10 segundo os critérios:
- Comportamento perante o paciente, pontualidade, uniforme, respeito a biossegurança, planejamento prévio, conhecimento teórico aplicado ao procedimento, complexidade do tratamento proposto e desempenho técnico executado:
· Procedimentos de execução simples: Nota de no máximo 8,0;
· Procedimentos de execução complexa: Nota de no máximo 10;
PS (Pontuação do Semestre): É a soma de AP1 + AP2 + AS = PS (teórico/prático), que deve ser ≥ 7,0 pontos.
Para aprovação, o aluno deve obter, no mínimo, seis (6,0) pontos na Pontuação do Semestre (PS prática e teórica) e apresentar frequência mínima de 75% nas atividades acadêmicas.
Bibliografia
Básica
GARCEZ, A. et al. Laser de baixa potência: Princípios básicos e Aplicações Clínicas na Odontologia. São Paulo, 2012
Complementar
BRUGNERA, A. JR ET AL. Atlas de Laserterapia aplicada á clinica odontológica. 1° ed. São Paulo: Santos, 2003.
