A violência contra a mulher configura-se como um grave problema de saúde pública e uma das principais violações dos direitos humanos. Este estudo tem como objetivo relatar um caso representativo de violência doméstica atendido no Tocantins, além de apresentar uma análise estatística dos registros da Secretaria de Segurança Pública (SSP-TO) entre 2024 e 2025. Trata-se de um relato de caso com base documental, abrangendo 222 mil ocorrências gerais e 12 casos confirmados de feminicídio. Observou-se predominância de vítimas pardas, com idades entre 18 e 59 anos, e maior incidência dos casos em residências, durante o dia. Os resultados evidenciam a persistência da violência doméstica como fenômeno estrutural, fortemente relacionado à desigualdade de gênero, vulnerabilidade socioeconômica e insuficiência das políticas de prevenção. Conclui-se que, apesar dos esforços institucionais e campanhas de conscientização, como o “Agosto Lilás”, o enfrentamento da violência contra a mulher requer estratégias intersetoriais contínuas, com foco na educação, acolhimento e fortalecimento das redes de apoio.