Este artigo investiga os impactos da Doença de Alzheimer nas relações familiares a partir de uma análise crítica do filme Para Sempre Alice. O estudo tem como objetivo compreender as mudanças nos vínculos afetivos, nos papéis familiares e na identidade da pessoa acometida. Utiliza-se uma abordagem qualitativa, teórico-reflexiva, com base em análise de conteúdo da obra cinematográfica. A narrativa do filme permite observar os desafios emocionais, físicos e sociais enfrentados pelos cuidadores, além das estratégias de adaptação adotadas diante da progressão da doença. A perda da memória é retratada como um processo que compromete a identidade da protagonista, evidenciando o sofrimento associado ao apagamento simbólico de si mesma. A análise destaca que o cuidado pode gerar tanto sobrecarga quanto oportunidades de reconstrução de vínculos. O estudo contribui para a compreensão das dinâmicas familiares em contextos de adoecimento crônico, reforçando a importância do acolhimento psicológico e do fortalecimento das redes de apoio.