O presente artigo discute o uso do teatro como recurso terapêutico na Psicologia Clínica, destacando as contribuições dos ideais de Antonin Artaud e sua proposta do Teatro da Crueldade. A partir de uma abordagem qualitativa e bibliográfica, os autores analisam como a prática teatral pode favorecer a expressão emocional, o autoconhecimento e a reconstrução subjetiva do indivíduo. Artaud concebe o teatro como um espaço de libertação do inconsciente e de reconexão com o corpo e as emoções reprimidas, o que se aproxima dos princípios do Psicodrama de Jacob Levy Moreno. Conclui-se que a integração entre teatro e psicologia amplia as possibilidades de intervenção terapêutica, permitindo ao sujeito vivenciar e ressignificar suas experiências por meio da ação dramática.