O presente trabalho tem por objetivo investigar as implicações da ausência das figuras materna e paterna na infância e como essas experiências impactam o desenvolvimento da autoestima na adultez. A pesquisa, de natureza básica e abordagem qualitativa, foi realizada por meio de uma revisão bibliográfica, reunindo produções científicas, livros e artigos indexados em bases sólidas e confiáveis. A análise de conteúdo permitiu organizar os dados em categorias temáticas, possibilitando uma compreensão aprofundada dos efeitos emocionais da ausência parental. Os resultados indicam que a presença afetiva de pais e mães exerce papel fundamental na formação da identidade e do autovalor desde os primeiros anos de vida. Quando essa presença é fragilizada ou inexistente, os impactos podem se manifestar de forma significativa na regulação emocional, nas relações interpessoais e na formação da autoestima ao longo da vida. A pesquisa reforça a importância de políticas públicas e práticas clínicas que promovam o fortalecimento dos vínculos familiares como fator protetivo para a saúde mental.