Este estudo analisa o currículo do curso de Psicologia da ULBRA-Palmas, a partir das perspectivas do atlantismo e da descolonização, com foco na representatividade de autores clássicos e decoloniais, bem como em recortes de gênero, nacionalidade e formação acadêmica. A pesquisa utilizou abordagem quali-quantitativa, de natureza descritiva, tendo como amostra 546 referências bibliográficas do ementário curricular, das quais 206 livros foram selecionados após critérios de exclusão. Os resultados indicam a predominância das obras clássicas (58,7%), seguidas pelas híbridas (15,1%) e pelas decoloniais (13,6%). Verificou-se forte presença de autores europeus e norte-americanos na categoria Clássica, enquanto a produção decolonial é majoritariamente brasileira, com destaque para mulheres e intelectuais engajados em críticas sociais. Além disso, constatou-se a relevância de formações interdisciplinares, como Psiquiatria, Filosofia e Sociologia, que ampliam o debate epistemológico. Conclui-se que, embora o cânone clássico ainda predomine, há uma inserção gradual de perspectivas críticas e plurais que tensionam a hegemonia eurocêntrica e apontam para a construção de uma Psicologia mais contextualizada e comprometida com a diversidade sociocultural brasileira, especialmente no Tocantins.