O artigo investiga as interfaces entre a Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung e o Espiritismo de Allan Kardec, examinando como ambas concebem a espiritualidade como dimensão constitutiva da subjetividade. Apresenta pilares junguianos — inconsciente coletivo, arquétipos, individuação e Si-mesmo — e fundamentos espíritas — espírito imortal, perispírito, reencarnação, lei moral e mediunidade. Discute convergências: sonhos como via de sentido numinoso; sofrimento como motor de transformação; e ética como reforma interior (integração da sombra e prática do bem). Metodologicamente, é estudo bibliográfico, qualitativo e exploratório que analisa obras de Jung, comentadores e textos kardequianos, além de artigos. Os resultados indicam paralelos entre individuação e evolução espiritual, reconhecimento de fenômenos psíquicos/mediúnicos como experiências significativas e centralidade da espiritualidade para o desenvolvimento humano. Conclui que o diálogo Jung–Kardec enriquece a Psicologia contemporânea, oferecendo um modelo integrativo de saúde mental, que integra corpo, psique e espírito e orienta práticas terapêuticas à transcendência.