Um agente inteligente como mediador da Zona de Desenvolvimento Proximal em jogos digitais
Resumo
Este artigo examina o desenvolvimento do personagem Fantasma, um agente inteligente concebido para atuar como mediador da Zona de Desenvolvimento Proximal em um jogo digital educacional voltado ao ensino de lógica proposicional. O estudo foi realizado no contexto do jogo Insólito, no qual o agente acompanha o percurso do(a) jogador(a) por meio de descrições textuais geradas pela Visão Assistida. A arquitetura proposta combina um modelo de linguagem de grande porte, uma adaptação textual do modelo Actor–Critic e uma Memória Causal externa responsável pelo armazenamento de abstrações derivadas das interações. A pesquisa possui abordagem exploratória e descritiva, fundamentada na análise textual dos eventos produzidos durante o gameplay e na observação das intervenções realizadas pelo agente. Os resultados indicam que o Fantasma foi capaz de produzir mediações progressivamente mais contextualizadas, reorganizando problemas, retomando inferências anteriores e ajustando suas orientações conforme o histórico do(a) jogador(a). Observou-se ainda a emergência de diferentes modalidades de cooperação ao longo da interação, variando entre apoio reativo, proatividade contextual e colaboração estratégica. O estudo contribui para discussões sobre agentes inteligentes em ambientes digitais de aprendizagem, especialmente em experiências educativas mediadas por linguagem, memória e cooperação contextual.
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