Segundo a professora, o evento teve mais de 8 mil inscritos, que participaram de diversas salas temáticas, tais como: TED-alike, Praça de Boas Práticas, Expo Cidades, dentre outras. "Essa ebulição de experiências, conceitos e ideias oxigena a mente e desperta uma série de novas propostas de trabalho, os temas foram expostos e discutidos por profissionais de referência nacionai e internacional na área de sustentabilidade, sendo de extrema relevância para formação acadêmica e profissional, como um um ponto de partida para novas ações que promovam a qualidade de vida na comunidade", concluiu a professora.
As apresentações das salas temáticas como: Implementação da Nova Agenda Urbana e dos ODS; Desafios da mobilidade urbana e Cidades inteligentes, humanas e eficientes, foram as contribuições mais relevantes do evento.
Sobre o evento:
Implementação da Nova Agenda Urbana e dos ODS:
A Agenda 2030, cujos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são a essência, foi o tema central do debate. Construída por 193 países-membros das Nações Unidas, incluindo o Brasil, a Nova Agenda Urbana tem o objetivo de auxiliar as cidades e assentamentos humanos a erradicar a pobreza em todas as formas e dimensões, reduzir as desigualdades, promover o crescimento inclusivo e atingir o desenvolvimento sustentável. Lançada na Habitat III, a Nova Agenda Urbana tem foco nos três elementos interligados do desenvolvimento sustentável: crescimento econômico, inclusão social e proteção ao meio ambiente.
Desafios da mobilidade urbana:
As discussões foram em torno de como qualificar o transporte coletivo e atrair novas fontes de recursos, transformando as cidades por meio do transporte a pé e de bicicletas, promovendo mobilidade urbana sustentável, segura e participativa. Além disso, discutir como a gestão da demanda de viagens pode melhorar a mobilidade urbana em um cenário de recursos escassos. Debate necessário, em virtude dos dados que apontam que, nos últimos 15 anos, a frota de automóveis triplicou e a de motocicletas cresceu cerca de cinco vezes com a consequente perda de passageiros no transporte público. A insustentabilidade econômica, social e ambiental deste panorama é inquestionável e implantar soluções para a melhoria da mobilidade nas cidades brasileiras é cada vez mais urgente.
Cidades inteligentes, humanas e eficientes:
Expor as plataformas que integram informações e infraestruturas tecnológicas que são subsídios para transformar cidades inteligentes e humanas. As Parcerias Público-Privadas (PPPs) somam oportunidades para que o Brasil avance nessa tendência, deixando de ser um país fortemente exportador de "commodities", para ser também um país exportador de conhecimento. Uma cidade inteligente e humana também é feita por um olhar urbanístico e ambiental que proporcione mais qualidade de vida, tendo o cidadão como centro de seu desenvolvimento. A influência dessas cidades no século XXI, políticas governamentais para o seu desenvolvimento e boas práticas sobre políticas de incentivo foram o mote deste debate.