Semana Pedagógica discute inclusão e acessibilidade no Ensino Superior

Palestra reforça o papel das práticas pedagógicas na permanência estudantil

Por Karoliny Santiago - Jornalista – Palmas-TO
05/02/2026

Para promover um Ensino Superior mais inclusivo e acessível a calouros, acadêmicos e à comunidade externa, a Ulbra Palmas e a Ulbra Medicina Palmas realizaram, na quarta-feira, 4, a palestra “Inclusão, Acessibilidade e Práticas Pedagógicas”. O evento aconteceu no Miniauditório 543, no Complexo Laboratorial, e foi conduzido pelas profissionais Me. Thaís Monteiro, Esp. Lusmara França e Dra. Parcilene Fernandes, com participação da Direção Acadêmica e do corpo docente.

Durante a programação, foram apresentadas características de transtornos, orientações sobre o atendimento aos acadêmicos e suas famílias, além de estratégias de cuidado e inclusão dentro da sala de aula e no ambiente universitário.

A palestrante Me. Thaís Monteiro destacou que discutir inclusão vai além do acesso à universidade e que o objetivo é formar profissionais éticos, responsáveis e tecnicamente preparados para a sociedade.  “Pensar a inclusão é também refletir sobre a permanência desse acadêmico ao longo do curso até a sua formação. A instituição trabalha com sonhos, e o professor é peça fundamental nesse processo. Falar sobre esse tema em uma semana pedagógica é um convite à reflexão para que possamos desenvolver, em conjunto, um aprendizado mais personalizado, envolvendo também as famílias e a equipe pedagógica quando necessário”, afirmou.

A especialista Lusmara França destacou o papel do Núcleo de Atendimento Educacional Especializado aos Discentes (Alteridade) como ponte entre alunos e professores na construção de um ambiente universitário mais acessível. Segundo ela, o núcleo oferece apoio direto aos acadêmicos e orientação aos docentes, inclusive com sugestões de adaptação de avaliações e atividades, sempre com o objetivo de tornar o conteúdo mais compreensível sem facilitar ou reduzir a qualidade do ensino. “Adaptar não é simplificar, mas pensar em estratégias que permitam ao aluno, dentro de sua condição, compreender o que está sendo solicitado”, explicou. Entre as práticas citadas estão a reorganização de enunciados, divisão de questões longas e destaque de comandos, medidas que favorecem a autonomia e a participação do estudante. Lusmara também reforçou que a inclusão acontece no dia a dia, por meio do diálogo e da parceria entre docentes, discentes e o núcleo, garantindo não apenas o acesso, mas o direito real à aprendizagem.

Para a coordenadora-adjunta de Medicina Veterinária, Amanda Grechinski, abordar a inclusão na Semana Pedagógica é essencial para fortalecer a atuação docente. “Saber identificar, acolher e definir a melhor metodologia para cada aluno não é uma tarefa simples e não existe uma receita pronta. Cada estudante tem suas particularidades. Por isso, momentos como este são fundamentais para a troca de experiências e para refinar nosso olhar também na educação”, destacou.

A palestra integrou a programação da Semana Pedagógica 2026, que tem como proposta fortalecer o diálogo sobre os desafios contemporâneos da educação, incentivando práticas mais humanas, inclusivas e alinhadas às necessidades dos estudantes no Ensino Superior.

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