Pesquisadoras da Ulbra Palmas transformam ciência em impacto social

Trajetórias femininas impulsionam pesquisa e formação acadêmica

Por Karoliny Santiago - Jornalista – Palmas-TO
09/03/2026

No universo da ciência, cada avanço é resultado de estudos, descobertas e pesquisas que foram construídas e validadas ao longo do tempo. Neste Dia Internacional da Mulher, histórias como as das professoras doutoras Conceição Previero, Juliane Farineli e Parcilene Brito mostram como a produção científica se fortalece a partir da dedicação de pesquisadoras que transformam curiosidade e conhecimento em impacto social.

Por trás de cada pesquisa também existem trajetórias pessoais marcadas pelas inquietações, pela persistência e pela busca constante por respostas. Na Ulbra Palmas, as experiências dessas três professoras revelam como diferentes áreas do conhecimento se conectam por meio da investigação científica, contribuindo para a formação acadêmica, para o desenvolvimento regional e para a construção de novos caminhos na ciência.

Cientista desde a infância

Para a professora e coordenadora do curso de Farmácia da Ulbra Palmas, doutora Juliane Farineli Panotin, o interesse pela pesquisa surgiu ainda na infância. "Eu brincava de fazer perfume para as minhas bonecas com flores e folhas. Gosto de dizer que desenvolvo produtos desde pequena", lembra, entre risos.

Mas o interesse ganhou força quando passou a trabalhar em um laboratório de fisiologia e farmacologia. A experiência consolidou sua carreira científica, marcada pelo desenvolvimento de novos produtos e pela investigação acadêmica. Durante o mestrado e o doutorado, Juliane teve como orientadoras mulheres que se tornaram referências em sua formação. "Toda a minha trajetória foi construída ao lado de pesquisadoras que me inspiraram e me ajudaram a seguir na ciência", relata.

Hoje, suas pesquisas dialogam com a realidade regional, com estudos voltados ao desenvolvimento de cosméticos a partir de plantas do Cerrado e investigações sobre a toxicidade de produtos utilizados no cotidiano. "Quando comecei a pesquisar sobre as plantas, tive o apoio da professora Conceição que me ajudou muito a criar uma pesquisa.  E por isso que digo que a pesquisadora que eu sou hoje, o tipo de forma como eu levo a pesquisa, eu devo inteiramente à Conceição", disse.

Para Juliane, um dos desafios da carreira científica para as mulheres está na conciliação entre vida pessoal e profissional. "A pesquisa exige dedicação e persistência. Muitas vezes precisamos testar várias vezes até chegar ao resultado esperado. Conciliar tudo isso com as responsabilidades pessoais também faz parte da trajetória", explica.

Caminhos que levaram até o Cerrado

Para a professora doutora dos cursos da área de Ciências Agrárias, Conceição Previero, o contato com a pesquisa começou ainda na formação acadêmica. Ela teve acesso ao ambiente científico como aluna especial e aprofundou seus estudos durante o mestrado e doutorado. Quando chegou ao Tocantins, em 1999, encontrou um cenário ainda em desenvolvimento na área científica e foi nesse contexto que direcionou suas pesquisas para as espécies nativas do Cerrado.

Um de seus primeiros estudos investigou as características do fruto e do caroço do pequi, contribuindo inclusive para o desenvolvimento de um protótipo de máquina para descascar o fruto. "Percebi que havia muitas possibilidades de pesquisa envolvendo as espécies nativas e a agricultura familiar, com foco em práticas sustentáveis", destaca.

Para a professora, a pesquisa científica também é um processo coletivo. Ela relembra com gratidão a influência de sua orientadora de mestrado, a professora Doris Grotti, da Unicamp, e de outras mulheres que marcaram sua trajetória acadêmica. "A presença feminina na ciência é fundamental. Hoje temos muitas pesquisadoras de referência no país, e é importante ocuparmos esses espaços com competência técnica e científica", afirma.

Além da produção de conhecimento, Conceição ressalta o papel da pesquisa na formação dos estudantes e na aproximação entre universidade e sociedade. "Mais do que gerar conhecimento, é importante reconhecer aquilo que já é feito pelas pessoas, principalmente no campo. A pesquisa precisa dialogar com a realidade e contribuir para práticas mais sustentáveis", explica.

Ciência movida por perguntas

A curiosidade também marcou o início da trajetória da diretora acadêmica e coordenadora dos cursos de Tecnologia da Informação da Ulbra Palmas, a professora doutora Parcilene Brito. Segundo ela, o interesse pela pesquisa surgiu ainda na infância, motivado pelo desejo de compreender o mundo por meio de perguntas. "Sempre tive curiosidade em formular boas perguntas e buscar caminhos para respondê-las", conta.

Parcilene iniciou a carreira como professora universitária aos 22 anos e consolidou sua atuação na pesquisa durante o mestrado. Atualmente, seus estudos transitam por áreas como inteligência artificial, análise de dados, criatividade, aprendizagem e desenvolvimento socioemocional de crianças e adolescentes.

Ela também destaca a importância de reconhecer o protagonismo feminino na ciência. "Ada Lovelace é considerada a primeira programadora da história, e Hedy Lamarr desenvolveu tecnologias que deram origem ao Wi-Fi e ao Bluetooth. Histórias como essas mostram que as mulheres sempre estiveram presentes nas grandes descobertas científicas", afirma.

Construção de caminhos

A atuação dessas pesquisadoras vai além da produção científica. Ao orientar projetos, envolver acadêmicos em pesquisas e compartilhar experiências, elas ajudam a formar profissionais mais críticos, curiosos e comprometidos com a sociedade.

Mais do que produzir conhecimento, essas mulheres constroem caminhos, inspiram novas gerações e mostram que a ciência também é feita de sensibilidade, perseverança e colaboração. Neste Dia da Mulher, suas histórias reforçam a importância da presença feminina na pesquisa e no avanço do conhecimento.

 

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