Tribunal de Nuremberg fortalece conhecimentos em ética na Medicina

Atividade com alunos do 1º período reforça formação ética médica

Por Karoliny Santiago - Jornalista – Palmas-TO
14/04/2026

O que define os limites da medicina? Até onde a ciência pode avançar sem violar a dignidade humana? Questionamentos como esses ganharam vida em sala de aula durante uma atividade marcante com os acadêmicos do 1º período da Ulbra Medicina Palmas, que participaram de uma simulação do histórico Tribunal de Nuremberg.

A proposta, desenvolvida na disciplina de Bioética e Segurança do Paciente, levou os estudantes a uma imersão em um dos momentos mais impactantes da história da medicina mundial. Durante a atividade, a sala foi transformada em um tribunal: alunos assumiram papéis de juízes, promotores, advogados de defesa e vítimas, recriando debates baseados em casos reais julgados entre 1946 e 1947.

Mais do que um exercício acadêmico, a experiência provocou reflexão. Os estudantes analisaram situações extremas, como experimentos de hipotermia, inoculação de doenças infecciosas, uso de agentes químicos, esterilização forçada, cirurgias sem anestesia e o programa de eutanásia Aktion T4 - práticas que evidenciam os riscos de uma medicina dissociada da ética.

Segundo a professora Damarys Olebar, responsável pela disciplina, a atividade reforça pilares fundamentais da formação médica. "O Tribunal de Nuremberg representa um marco na construção da bioética moderna. A partir dele, surgiu o Código de Nuremberg, que estabelece princípios como o consentimento informado, a minimização de riscos e, sobretudo, o respeito à dignidade humana. Trazer isso para a prática em sala é essencial para formar profissionais conscientes de sua responsabilidade", destacou.

A metodologia ativa adotada na disciplina também contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e da empatia. Ao vivenciar diferentes papéis, os alunos são desafiados a analisar situações complexas sob múltiplas perspectivas - uma habilidade indispensável para o exercício da medicina.

Para a acadêmica Juliana Teresa Cunha, a vivência foi intensa e transformadora. "Foi uma experiência incrível, porque conseguimos nos colocar no lugar das pessoas e entender o que aconteceu naquele período, que foi muito sofrido. Isso ajuda na nossa formação, porque nos ensina a analisar os casos com mais responsabilidade, respeitando princípios como autonomia, justiça e beneficência", afirmou.

A acadêmica Emilly Milhomem também destacou o caráter dinâmico da atividade e o impacto no aprendizado. "Foi uma aula bem diferente, dinâmica, onde conseguimos entender na prática a importância desse momento histórico. Tivemos debates em sala, com divisão de grupos e alunos assumindo papéis como juiz, promotor, defesa e vítima, o que deixou tudo mais real e interativo. Conseguimos conhecer melhor as histórias, refletir sobre os limites da ciência e da prática médica. Foi uma experiência muito importante para a nossa formação, pois além do conteúdo, exercitamos o respeito, a escuta e o debate", relatou.

Além do aprendizado teórico, a atividade também fortaleceu habilidades como escuta, argumentação e trabalho em equipe. Divididos em grupos, os estudantes participaram de debates que tornaram o conteúdo mais acessível, dinâmico e próximo da realidade profissional.

 

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