A gastronomia brasileira foi o elo de conexão entre Brasil e Colômbia em uma experiência acadêmica marcada pela troca de saberes, cultura e prática profissional. O encontro, realizado de forma virtual nesta quarta-feira, 22, foi organizado pela Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da Aelbra e contou com a participação de docentes, acadêmicas do curso de Nutrição e representantes da Universidad Colegio Mayor de Cundinamarca.
A programação foi conduzida pela DRI e, após as apresentações institucionais, a professora mestre Viviane Ferreira, junto às acadêmicas Cassandra Rodrigues e Tailana Gomes, apresentou, por meio de slides e vídeos, a diversidade alimentar brasileira com o tema "Sabores do Brasil".
Representando a Diretoria de Relações Internacionais da Ulbra, Antonio Costa ressaltou a relevância institucional da atividade. "Recebemos o convite a partir de uma feira gastronômica e fomos solicitados a desenvolver uma mentoria com receitas típicas brasileiras que representassem nossa identidade cultural. As acadêmicas foram protagonistas, apresentando não apenas o preparo, mas também aspectos técnicos como precificação e valor nutricional", explicou.
Segundo ele, ações como essa fortalecem a presença internacional da instituição. "Essa vivência confirma o quanto o trabalho desenvolvido ao longo do curso tem efeito significativo na vida profissional. Sentimos orgulho ao ver o preparo técnico e a capacidade dos alunos em representar a universidade. Os parceiros internacionais ficaram impressionados com a qualidade do trabalho apresentado", concluiu.
Conhecendo a culinária brasileira
Durante a atividade, as acadêmicas destacaram que a alimentação brasileira é resultado da influência de diferentes matrizes culturais - indígena, europeia e africana - formando uma rica herança gastronômica. Ingredientes como mandioca, milho, arroz, trigo, óleo de dendê e quiabo foram citados como exemplos dessa diversidade presente no cotidiano alimentar do país.
Como representantes da culinária brasileira, foram apresentados pratos típicos como a feijoada, a pamonha e a canjica. Em cada preparação, as acadêmicas abordaram o contexto histórico, os ingredientes, o modo de preparo, além de informações como valor nutricional, custo e rendimento.
A acadêmica Cassandra Rodrigues destacou os desafios e aprendizados da experiência. "Participar do projeto de internacionalização foi bastante desafiador e, ao mesmo tempo, surpreendente. Tivemos pouco tempo para organizar tudo, preparar as receitas, mas foi gratificante ver o resultado do que elaboramos sob orientação da professora Viviane. Me senti muito realizada e feliz em participar. Essa experiência agrega conhecimento, reforça técnicas dietéticas e proporciona contato com outra cultura, idioma e pessoas de outro país, o que foi muito enriquecedor", afirmou.
Para Tailana Gomes, a construção do projeto exigiu dedicação e trabalho em equipe. "Foi um misto de emoções, tudo muito rápido e corrido, com poucas semanas para organizar apresentação, preparações e ficha técnica. Mas, com o apoio da minha dupla Cassandra e da professora Viviane, conseguimos realizar da melhor forma. Me senti totalmente realizada. A culinária brasileira é riquíssima e precisa ser conhecida, principalmente sua origem indígena, com a qual me identifico muito. Além disso, participar desse projeto só tem a acrescentar ao nosso currículo, abrindo portas para futuras oportunidades, como intercâmbios. É uma experiência que amplia horizontes e fortalece nossa formação", ressaltou.
A troca cultural também foi evidenciada nas falas dos participantes internacionais. Para Edison Camilo Arias, a experiência foi enriquecedora. "Na Colômbia temos um prato muito parecido, e é interessante perceber as variações, mesmo com uma raiz latino-americana em comum. É muito válido conhecer e levar essas referências", destacou. Já Antony Moralles chamou atenção para as adaptações culturais e de linguagem dos ingredientes.
A professora mestre Viviane Ferreira destacou a importância da iniciativa e o cuidado na construção da atividade. "Receber esse convite foi extremamente significativo, pois representa o reconhecimento do potencial do nosso curso de Nutrição em dialogar para além das fronteiras nacionais. A organização foi colaborativa, com planejamento teórico e prático, incluindo produção de vídeos e momentos de interação. Também exigiu adaptação didática, considerando diferenças culturais e linguísticas, o que tornou a experiência ainda mais rica", explicou.
Segundo a docente, a atividade também evidencia a qualidade da formação acadêmica. "Essa experiência mostra que estamos formando profissionais preparados para atuar em contextos diversos e interconectados. Os acadêmicos desenvolvem competências que vão além do conhecimento técnico, como comunicação intercultural, autonomia e valorização da cultura alimentar. É uma formação crítica, humanizada e alinhada às demandas atuais da profissão", completou.
Diretoria de Relações Internacionais (DRI)
A Diretoria de Relações Internacionais (DRI) é responsável por planejar e fortalecer a política de internacionalização da Ulbra, promovendo conexões entre a universidade e instituições de ensino no Brasil e no exterior. O setor atua na articulação de parcerias acadêmicas, científicas, culturais e tecnológicas, ampliando as oportunidades de cooperação e intercâmbio.
Entre as iniciativas, destacam-se o Programa de Mobilidade Nacional e o Programa de Mobilidade Internacional, que possibilitam aos acadêmicos vivências em outras instituições durante a graduação. Por meio dos campi da Ulbra, CEUL e ILES, além dos acordos firmados com universidades estrangeiras, estudantes também recebem colegas de outras regiões e países, fortalecendo a troca de conhecimentos e experiências.