Publicado em: 02/07/2019 11:29 - Atualizado em: 02/07/2019 12:02

“Você não imagina mais o mundo sem software, não imagina mais o mundo sem sistemas e nem sem aplicativos”


Por Isabella Santa Rosa - Estagiária de Jornalismo

A área da tecnologia está sempre em alta e um profissional do ramo é muito valorizado. Em ascensão contínua, os recém-formados não encontram dificuldade em achar oportunidades no mercado. Em pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o setor de Tecnologia da Informação está entre os 10 com maior possibilidade de emprego em 2020.

 

O Centro Universitário Luterano de Palmas - Ceulp/Ulbra conversou com a professora e coordenadora dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia de Software e Sistemas de Informação, Parcilene Fernandes de Brito, que explica um pouco sobre a perspectiva de mercado de trabalho, além de toda a estrutura que o Centro Universitário oferece aos estudantes, mostrando o porquê dos cursos de Sistemas da Informação e Ciência da Computação serem nota 5 no ENADE.

 

Ceulp/Ulbra: Qual a diferença entre os três cursos?

Parcilene: Bom, os três cursos são da mesma área, a Computação, então eles têm uma mesma base, que são disciplinas compartilhadas que estão relacionadas a área como um todo. O diferencial dos três é que a Ciência da Computação tenta descobrir novos meios  para resolver problemas utilizando aspectos computacionais, a Engenharia de Software trabalha com a ideia de processo dentro do desenvolvimento do software e Sistemas de Informação desenvolve sistemas para analisar dados e informação e também para trabalhar com tecnologia da informação nas organizações. 

 

Ceulp/Ulbra: O que hoje os cursos tem de diferencial dos demais?

Parcilene: Os nossos cursos são os melhores do estado, melhores da região Norte também, o curso de Sistemas de Informação no último ENADE ficou em 7º lugar no Brasil, um dos sete cursos do território nacional que tirou nota 5 no ENADE. Ciência da Computação no ENADE anterior ficou em 2º lugar no Brasil e Engenharia de Software ainda não foi avaliado por ser um curso novo, mas como vem com a base dos dois cursos anteriores, então já tem essa mesma força. O grande diferencial é que a gente tem praticamente 90% das aulas de forma prática, que o aluno entende o processo tanto de desenvolvimento de software, análise de sistemas, como gestão de projetos como um todo, ele sabe de todos os passos até a finalização, então ele sai daqui com um entendimento muito amplo da área da Computação e um entendimento prático, por isso que os alunos que se formam aqui, ou mesmo antes de se formar, conseguem muita abertura no mercado, não só de Palmas, mas do Brasil e do mundo, pois estão muito bem preparados.

 

Ceulp/Ulbra: Existe algum laboratório ou equipamento diferente para uso dos estudantes?

Parcilene: Nós temos a Fábrica de Software que oferece aos cursos um local especializado em que os alunos, sob a supervisão de professores, colocam em prática conceitos teóricos vistos em sala de aula, em um ambiente de desenvolvimento de software que possibilita desenvolver habilidades profissionais, experiência em realizar trabalho em equipe, com característica multidisciplinares, e ajuda a aprimorar as habilidades técnicas, como a compreensão das etapas envolvidas no processo de desenvolvimento de software, uso de tecnologias, plataformas e ferramentas para esse desenvolvimento, metodologias de desenvolvimento de software e padrões de projeto.

O laboratório atende a comunidade interna e externa no desenvolvimento de soluções baseadas em computação e tem dentre alguns dos seus produtos: Portal Acadêmico do Ceulp/Ulbra, Conecta - Rede Social Acadêmica, SIG - Sistemas Integrados de Gestão, Portal (EN)Cena Saúde Mental, Padrão para sites de eventos acadêmicos. Também temos o Laboratório de Tecnologia em Saúde (LTS) que realiza atividades práticas e de pesquisa voltadas para a avaliação e o desenvolvimento de tecnologias direcionadas para a área da saúde e do bem estar biopsicossocial individual e coletivo, o Laboratório Integrado de Software e Computação (LISC) que é voltado ao desenvolvimento de habilidades para o entendimento do funcionamento de sistemas de computação em hardware e software e o desenvolvimento de sistemas computacionais que integram conceitos de software e hardware, como a programação em microcontroladores, o Laboratório de Banco de Dados e Engenharia de Software (LBDES) direcionado para estudos específicos bem como das interações possíveis entre as áreas de Engenharia de Software e Banco de Dados e o Laboratório de Redes de Computadores (LaRC) para suporte ao ensino e pesquisa na área de Redes de Computadores e Comunicação de Dados. 

 

 

Ceulp/Ulbra: Quais as pesquisas que estão em destaque desenvolvidas pelo curso?

Parcilene: Nós temos dois núcleos de pesquisa bem atuantes, um que trabalha com saúde e tecnologia, então temos um laboratório específico para lidar com isso, que agora a gente está trabalhando com a área da Psicologia e está desenvolvendo softwares tanto para trabalhar com crianças com necessidades especiais, por exemplo o autismo, quanto softwares para lidar com pessoas que têm algum tipo de fobia, como medo de altura e por aí vai, então do medo de altura mesmo  a gente trabalha com a ideia da realidade virtual, a realidade aumentada. Nessa pesquisa temos professores de várias áreas, como da Fisioterapia, da Educação Física, da Psicologia e da área da Computação, então é um laboratório multidisciplinar que tem não só equipamentos, quanto professores com conhecimento para que eles desenvolvam produtos que de fato vão contribuir com a saúde do indivíduo. 

Temos outro grupo de pesquisa que é Análise Inteligente de Dados, que trabalha com análise de sentimento, que é quando você faz com que um algoritmo, um programa de computador, leia textos que as pessoas estão escrevendo em rede social, em comentários, em tweets, ou qualquer outra situação dessa, virtualizada, e o próprio sistema entende qual o sentimento do indivíduo em relação àquele produto, aquela pessoa, aquele perfil de qual ele está falando, então isso é uma pesquisa que a gente faz aqui e está muito avançada, tem mais de 8 anos, já temos vários produtos, temos o site (ainda em processo de finalização) feito a partir do desenvolvimento da análise de sentimento, o SentimentALL, que faz análise de comentários de sites relacionados ao turismo, então você pode verificar numa cidade se o restaurante tal foi aprovado pela maior parte das pessoas que comentam, por aí vai. Hoje em dia a internet como um todo está repleta de informação, de dados, e todas as empresas estão querendo saber o que é falado delas nesses meios e esse grupo de pesquisa trabalha justamente a criação de programas capazes de analisar essa informação de uma forma precisa. É um grupo que atua com pesquisa aplicada justamente com aquilo que o mercado precisa.

 

Ceulp/Ulbra: Para os estudantes que estão pensando em entrar em um dos cursos da área de Computação, o que você diria para eles? O que a área mais requer dos alunos?

Parcilene: O aluno só tem que ter vontade, porque a gente já recebeu alunos com muitas dificuldades com áreas das exatas ou de interpretação de texto e que depois conseguiram entrar em mestrados e doutorados de vários locais do Brasil, como UNICAMP, USP, UFRN. Então basta que o aluno queira aprender, aqui nós temos o ambiente ideal para ensinar e para compartilhar conhecimento, as aulas não são simplesmente dentro do horário (noturno), a gente tem vários projetos que os alunos podem participar, desde os projetos quando ele entra no curso, para ele aprender coisas novas, até os mais avançados no final do curso, que ele consegue relacionar todos os conceitos que aprendeu em situações mais dinâmicas do mercado, de gestão, de empreendedorismo, entre outras.

 

Ceulp/Ulbra: Existe algum projeto de ligação com a comunidade?

Parcilene: Existe, tem um projeto que acontece aqui nos cursos desde 1999, o nome do projeto é “Informática e Sociedade”. No século XX, quando começou, a ideia ainda era a parte de inclusão digital, porque nem todo mundo tinha acesso ao computador, o smartphone ainda não existia como temos hoje, então a gente fazia todo um trabalho de integração para que as pessoas que não tinham acesso pudessem vir no Ceulp/Ulbra aprender a usar o computador, a usar softwares que pudessem ajudá-los a arrumar o primeiro emprego. Esse programa continuou, existe até hoje, só que agora a gente trabalha com alunos do ensino médio de escolas públicas justamente para ensiná-los a fazer aplicativos, fazer softwares mais simples, para que eles aprendam certas habilidades que possam ajudá-los no dia-a-dia, e a gente trabalha também com idosos, com pessoas com necessidades especiais, então esse é um trabalho que é muito relevante para o nosso curso, porque a gente não apenas passa um determinado conhecimento, mas a gente aprende muito, então todas essas vivências contribuem muito para a formação principalmente do nosso aluno.

 

Ceulp/Ulbra: Como é a atuação profissional na área?

Parcilene: Os egressos de Sistemas e Ciência da Computação, Engenharia de Software ainda não formou nenhuma turma, todos estão empregados, então a gente não tem um problema em relação a isso, até porque a Computação é um dos poucos mercados ainda com empregabilidade no Brasil, então se você vê na maioria dos noticiários, sempre que se fala em vagas de emprego qualificado, fala-se na área da Computação. Nossos alunos trabalham em empresas daqui de Palmas, eles são concursados, trabalham em empresas de outros locais, de outros estados, tem vários alunos nossos que estão trabalhando no CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), em Pernambuco, tem alunos nossos que são coordenadores de cursos tanto aqui de Palmas quanto da Universidade Federal do Pernambuco, e vários alunos que estão fora do país, que entraram em empresas multinacionais as vezes aqui no Brasil, ou já fizeram um teste de seleção, foram aprovados e foram direto para outros países, temos alunos no Canadá, na Inglaterra, na Irlanda, então todos trabalham na área e alguns deles são chefes de setores nesses locais.

 

Ceulp/Ulbra: Já que falamos sobre os egressos dos cursos, qual é o feedback que você recebe deles quanto a formação no Ceulp/Ulbra?

Parcilene: Nossa, os melhores possíveis! Nós temos contato direto com eles por meio das redes sociais, sabemos sempre o que eles estão fazendo, o que estão estudando, eles compartilham o que eles estão fazendo com a gente, então a gente aplica aqui no curso também, e sempre que nós pedimos um depoimento para apresentar em aula magna ou qualquer outra situação eles colocam sempre que a aprendizagem que eles obtiveram aqui foi essencial para a formação deles, para que conseguissem ampliar seus horizontes, por exemplo, nós tínhamos alunos que nunca tinham andado de avião quando entrou aqui no curso e hoje em dia mora no Canadá e é um dos chefes de setores  da área de TI de um empresa lá. Eles sempre nos mandam mensagens dizendo o quanto são gratos pelo curso ter sido exigente, que busca formar um profissional não melhor para Palmas, mas melhor para o mundo, e fez com que isso fosse o diferencial deles, em todas as entrevistas que eles fizeram ou nas provas que eles tiveram que fazer para entrar nessas empresas.

 

Ceulp/Ulbra: Quais as áreas mais comuns de trabalho?

Parcilene: A área é muito abrangente e a pessoa formada pode ser gestor de projeto, pode trabalhar com desenvolvimento de software, com gestão tecnológica, pode ser um gestor de TI dentro de uma empresa, ter sua própria empresa e desenvolver softwares para qualquer lugar do Brasil, porque a nossa área não tem essa questão do espaço geográfico, então eu tenho, por exemplo, alunos aqui em Palmas que desenvolvem softwares para empresas terceirizadas em vários locais do mundo, os formados também podem se tornar professores, podem coordenar vários setores, especialmente os setores ligados a TI, hoje em dia a formação ligada a essa parte mais analítica do que tange a informação é essencial para várias empresas, então elas estão criando setores relacionados a tecnologia da informação, por exemplo cientista de dados, que antes não existia e agora está em várias empresas e vários setores até do governo, e para ocupar essas vagas nada melhor do que os profissionais da área da Computação.

 

 

Ceulp/Ulbra: Uma característica essencial de Ciência da Computação, Engenharia de Software e de Sistemas da Informação?

Parcilene: Em Ciência da Computação é o espírito científico e resolução de problemas, em Sistemas da Informação seria visão sistêmica e análise de informação e em Engenharia de Software é gestão, produtividade e qualidade.

 

Ceulp/Ulbra: Algo que você gostaria de acrescentar sobre os cursos?

Parcilene: Eu penso que a área da Computação é a que tem maior expectativa em relação ao futuro no que tange a profissão, porque algumas áreas estão mudando radicalmente, outras estão em processo de extinção e tudo que a gente lê e quando refletimos, verificamos em noticiários ou anais científicos, a ideia da computação ela tem uma longevidade, porque você não imagina mais o mundo sem software, não imagina mais o mundo sem sistemas e nem sem aplicativos, então o formar nesses cursos é entender que você está em um contexto com alto grau de empregabilidade, em uma área que é citada em todas as projeções profissionais dos próximos anos. Pode se relacionar com várias outras áreas, até porque os cursos de Sistemas da Informação, Engenharia de Software e Ciência da Computação produzem, são atividades de meio, ou seja, eles resolvem problemas de certa forma da área da saúde, das outras engenharias, da social aplicada, do mercado, do indivíduo, então estamos aqui para fazer uma relação entre as outras áreas e para, no entendimento dessa relação, produzir sistemas e softwares que possam auxiliar na vida das pessoas. 

 

Para conferir mais informações sobre o curso interessados podem entrar em contato pelo telefone 3219-8125 ou acessar o instagram @computacaoemmovimento.

 

Parcilene Fernandes de Brito é Doutora em Psicologia (PUC/GO), Mestre em Ciência da Computação (UFSC), Especialista em Ciência da Computação (UFSC), Especialista em Informática para Aplicações Empresariais (ULBRA), Graduada em Psicologia (CEULP/ULBRA), Graduada em Processamento de Dados (UNITINS). Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Engenharia Inteligente de Dados (Ceulp/Ulbra). Atualmente é Diretora Acadêmica do Ceulp/Ulbra, Coordenadora e Professora dos cursos de Sistemas de Informação, Ciência da Computação e Engenharia de Software na mesma IES. Tem experiência na área de Computação e Psicologia, com ênfase em Lógica Formal, Análise de Sentimentos, Ontologias, Psicologia do Consumidor e Informática na Educação.

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