Professoras do CEULP/ULBRA participam de Congresso Internacional

Professoras do CEULP/ULBRA participam de Congresso Internacional

28/04/2004 • Atualizado em 28/04/2004 00:00
As professoras do Centro Universitário Luterano de Palmas, CEULP/ULBRA, Juciene Apolinário e Karylleila Andrade, participarão da mesa Amazônia Indígena, com o objetivo de apresentar questões sobre a história e a toponímia dos povos indígenas do Tocantins, respectivamente, durante o XXVI Congressso Internacional de Americanistas. O evento, que reúne pesquisados da Europa e América Latina, se realiza na cidade de Perigia, Itália, de 7 a 10 de maio. A mesa será coordenada pelo assessor da ONU para Direitos Indígenas, doutor em Antropologia da Università di Roma La Sapienza, Gerardo Bamonte. As pesquisadoras Heloisa Pagliaro, da Universidade Federal de São Paulo, e Ana Beatriz Miraglia, da USP, também participam do debate. No dia 11/05, as docentes participam de um encontro com acadêmicos de Antropologia da Universidade La Sapienza, a convite do doutor Bamonte. Em Portugal, Juciene e Karylleila participarão do Seminário de Brasil, promovido pelo curso de História da Universidade do Porto, enfocando o mesmo tema. Karylleila, doutoranda na área de Lingüística, trabalha o tema Análise etnolingüística dos topônimos de origem Tupi do Estado do Tocantins. A historiadora Juciene, que está desenvolvendo sua tese de doutorado na área de Etnohistória, abordará o tema Povo Xakriabá: resistindo nos confins dos sertões nordestino-amazônico e no centro-oeste do Brasil contemporâneo.Resumo Karylleila dos Santos Andrade: Análise etnolingüística dos topônimos de origem tupi do estado do Tocantins, Brasil. As comunidades indígenas eram numerosas no antigo norte de Goiás, hoje Tocantins, no tempo da abertura das minas e bandeiras. Devido à sua localização central e facilidade de acesso por via fluvial, essa região recebeu imigrantes da fala Tupi-Guarani desde o início do contato com os Portugueses no litoral, no século XVIII. Este trabalho tem, pois, como objeto de investigação a análise e a descrição dos topônimos de origem Tupi, levantados nas 114 cartas topográficas que contemplam a região do estado do Tocantins. Sob a perspectiva da etnolingüística e partindo da hipótese de que o léxico registra as diferentes fases da vida social de uma comunidade lingüística, procuraremos analisar os topônimos localizados no corpus com vistas a verificar não só a forma como esses signos refletem e refratem a visão de mundo, as expectativas de vida e a realização histórica e cultural do grupo, como também observar possíveis incidências de forças sociais sobre a estruturação do léxico. Juciene Ricarte Apolinário: Povo Xakriabá: resistindo nos confins dos sertões nordestino amazônico e no centro-oeste do Brasil contemporâneo. No processo de pesquisa acerca dos povos indígenas do norte da capitania de Goiás do século XVIII, região que faz parte da Amazônia legal, atual Estado do Tocantins, destacou-se a luta do povo Xakriabá. Verificou-se as suas práticas de resistência contra as investidas dos conquistadores luso-brasileiros que espoliaram, violentamente, grande parte das suas terras. Os Xakriabá pertencem ao tronco lingüístico macro-jê, família Jê, língua Akwén e dialeto Xakriabá. Apesar das conseqüências negativas no processo de contatos interétnicos com a sociedade envolvente durante séculos, este povo conseguiu sobreviver e lutar até nos dias atuais para que seus direitos e práticas culturais sejam respeitadas. Atualmente a sua população é constituída por mais de sete mil indivíduos, ocupando um território de 53.014,92 ha. O Território Indígena Xakriabá localiza-se no extremo norte do Estado de Minas Gerais.

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